quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Freio nas contratações de fim de ano

Os sucessivos recordes de admissões com carteira assinada no país ao longo de 2010 impuseram um freio às contratações de fim de ano. Pesquisa da Fecomércio-RJ mostrou que 30,5% dos lojistas fluminenses precisarão de mão de obra temporária neste Natal. É o menor percentual em quatro anos. Em 2007, 30,7% contrataram. No biênio 2008-2009, por causa da crise internacional, a proporção caiu para 33,2% e 33,7%. \"Faz sentido que a demanda por temporários acompanhe as incertezas da economia. Em anos de crise, as empresas contratam mais. Em compensação, a tendência de efetivação dos quadros é maior no cenário de crescimento do PIB\", diz João Carlos Gomes, superintendente da Fecomércio-RJ. Na construção civil, o fim do ano também costuma ser fraco em abertura de vagas. Nos 12 meses terminados em outubro, o setor criou 13.968 postos no Estado do Rio, contra 12.524 um ano antes. Mês passado, o saldo já foi negativo em 1.227; em setembro, ficara positivo em 910. Diretor-executivo do Sinduscon-Rio, Antônio Carlos Mendes Gomes, identifica duas razões para a sazonalidade. A primeira é a desaceleração das obras públicas, já que não há novas licitações nem contratações no fim do ano. As construções privadas, por sua vez, costumam ser entregues perto do Natal. \"Por isso, é normal o quadro de pessoal diminuir nesse período\", diz Gomes. No ano, o país já criou 2,4 milhões de vagas formais. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, espera engordar o saldo em cem mil vagas até dezembro. O incremento modesto combina com a sazonalidade.
Publicado por:O Globo em: 23/11/2010

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