| Os sucessivos recordes de admissões com carteira assinada no país ao longo de 2010 impuseram um freio às contratações de fim de ano. Pesquisa da Fecomércio-RJ mostrou que 30,5% dos lojistas fluminenses precisarão de mão de obra temporária neste Natal. É o menor percentual em quatro anos. Em 2007, 30,7% contrataram. No biênio 2008-2009, por causa da crise internacional, a proporção caiu para 33,2% e 33,7%. \"Faz sentido que a demanda por temporários acompanhe as incertezas da economia. Em anos de crise, as empresas contratam mais. Em compensação, a tendência de efetivação dos quadros é maior no cenário de crescimento do PIB\", diz João Carlos Gomes, superintendente da Fecomércio-RJ. Na construção civil, o fim do ano também costuma ser fraco em abertura de vagas. Nos 12 meses terminados em outubro, o setor criou 13.968 postos no Estado do Rio, contra 12.524 um ano antes. Mês passado, o saldo já foi negativo em 1.227; em setembro, ficara positivo em 910. Diretor-executivo do Sinduscon-Rio, Antônio Carlos Mendes Gomes, identifica duas razões para a sazonalidade. A primeira é a desaceleração das obras públicas, já que não há novas licitações nem contratações no fim do ano. As construções privadas, por sua vez, costumam ser entregues perto do Natal. \"Por isso, é normal o quadro de pessoal diminuir nesse período\", diz Gomes. No ano, o país já criou 2,4 milhões de vagas formais. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, espera engordar o saldo em cem mil vagas até dezembro. O incremento modesto combina com a sazonalidade. | |
| Publicado por: | O Globo em: 23/11/2010 |
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Freio nas contratações de fim de ano
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